Mulheres na educação: veja os avanços e acessos conquistados pelo público feminino
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Mulheres na educação: veja os avanços e acessos conquistados pelo público feminino
Redação Connect Escolas
/ Categories: Gestão Escolar

Mulheres na educação: veja os avanços e acessos conquistados pelo público feminino

Na economia, política, saúde ou educação. Todos estes são espaços para mulheres e seria impensável um ambiente destes sem a presença feminina. Afinal, são outras perspectivas pessoais e profissionais trazidas por elas. E, não é mais segredo para ninguém que mulher deve estar onde ela quiser. Desde o acesso ao ensino, voto, mercado de trabalho e tantos outros que costuram esta história de gênero. Mulher é sinônimo de luta, ocupando espaços, e mostrando para todos os frutos deste feminino que para alguns é uma condição.   

De acordo com o Censo Escolar 2018, realizado pelo Inep, 80% dos 2,2 milhões de docentes da educação básica brasileira são do sexo feminino. No ensino superior, tanto na rede privada quanto na rede pública, entre os 397 mil docentes, as mulheres representam cerca de 45%. Nas salas de aula do ensino superior, o espaço é cada vez mais conquistado por mulheres. Estudantes do sexo feminino representam 57% dos alunos matriculados. E, de acordo com um levantamento feito pelo Quero Bolsa, esse percentual está consolidado. 

 

As áreas que interessam a elas 

Levantamento do Censo do Ensino Superior do Ministério da Educação apontam dados que exemplificam esta ascensão. Segundo balanço, desde 2009 a presença feminina em cursos superiores se mantém estável.  Só no curso de Pedagogia, o terceiro mais populoso no País, são 673 mil estudantes matriculados, sendo 93% mulheres. Antes da Pedagogia estão Direito, com 860 mil alunos, e Administração, com 708 mil. Nestes, a mulher continua sendo maioria, com 55% dos matriculados. 

A maioria gritante nas universidades e a afinidade do público com esta área do ensino só reforçam a presença consolidada da mulher na educação. Todavia, há muitas estudantes de instituição privada interessadas em Direito e Administração. Já outra parcela vinculada ao ensino público, demonstram interesse em Direito e Ciências Biológicas, depois da Pedagogia. 

Todavia, quando se trata de estudantes na faixa dos 30 anos de idade, há um interesse maior daquelas que frequentam o ensino público pelos cursos de licenciatura. Enquanto as da rede privada escolhem suas carreiras entre saúde e administração. A isso, se atribui que, custo e o retorno pós formação superior contam bastante no momento de decidir. Além disso, conforme dados, são elas a maioria com matrículas efetivadas via bolsa de estudos. 

 

Mulheres que mudaram a educação no mundo 

 

Marie Curie 

Cientista polonesa, Marie Curie (1867-1934) se formou em Matemática e Física, na Universidade de Sorbonne, na França. Junto com o seu marido, descobriu os elementos químicos Polônio e Rádio, quando iniciou as pesquisas sobre Radioatividade. Além disto, foi a primeira mulher premiada com o Nobel e duas vezes. De Física em 1903 e de Química em 1911.  

 

Anne Sullivan 

A exemplar educadora americana (1866-1936) perdeu a visão quando criança. Mas isto não a impediu de ser professora particular e em tempo integral de Helen Keller, a primeira pessoa cega e surda a se tornar bacharel na história, tendo se formado em Filosofia. A história virou peça de teatro e, posteriormente, o filme “O Milagre de Anne Sullivan”. 

 

Hannah Arendt 

Hannah Arendt (1906-1975) era uma filósofa alemã e judia que publicou a obra “As Origens do Totalitarismo”, com base em sua vivência que exigiu refúgio nos EUA. Além disso, escreveu também “A Crise na Educação” e “Reflexões sobre Little Rock”. 

 

Maria Montessori 

Foi a primeira mulher a se formar em Medicina na Itália, mesmo sem poder exercer por conta das leis da época. Assim, dedicada ao ensino infantil, criou o método Montessori, aplicado até hoje em escolas públicas e privadas de todo o mundo. 

 

Emília Ferreiro 

Psicóloga e pedagoga argentina, radicada no México, analisou e desvendou os mecanismos pelos quais as crianças aprendem a ler e a escrever. Com doutorado na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, focou seus estudos em investigações sobre a escrita e no construtivismo. Em 1979, lançou o livro "Psicogênese da Língua Escrita", referência para educadores brasileiros e para os Parâmetros Curriculares Nacionais que norteiam o ensino no Brasil. 

 

Mariazinha Fusari 

A arte-educadora Maria Felisminda de Rezende e Fusari foi co-fundadora do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE), da Universidade de São Paulo (USP). Desta forma, pesquisou sobre a relação entre a mídia e a infância, colaborando para a ampliação do diálogo entre a comunicação e da educação.  

 

Dorina Nowill 

Dorina Nowill (1919-2009) perdeu a visão aos 17 anos, mas foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, no centro de São Paulo. Especializou-se fora do País e em 1946 criou a "Fundação para o Livro do Cego no Brasil". Já em 1948, fundou a primeira imprensa em braile, responsável por imprimir livros didáticos e outros documentos na linguagem. Campanhas de inclusão de pessoas cegas na educação e mercado de trabalho também tiveram a dedicação desta mulher. 

 

Êda Luiz 

Conhecida como “Dona Êda”, ela foi coordenadora pedagógica do Centro de Integração de Jovens e Adultos (Cieja) do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Assim, tornou o espaço conhecido como uma escola aberta e democrática, já que acolhia aqueles que foram excluídos de alguma forma, desenvolvendo um modelo de escola democrática. A iniciativa ainda foi reconhecida como "Escola de Educação Transformadora para o Século XXI", em 2017, pela UNESCO. 

 

Maria Teresa Mantoan 

Pedagoga dedicada às áreas de pesquisa, docência e extensão na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Maria é defensora do direito incondicional de todos os alunos terem acesso à educação escolar de nível básico e superior de ensino. Ela recebeu, inclusive, o reconhecimento de Oficial na Ordem Nacional do Mérito Educacional no Grau de Cavaleiro, em razão de sua contribuição à educação no Brasil. 

 

Jaqueline Moll 

Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Jaqueline é pedagoga e especialista em Alfabetização, Educação Popular e outros tantos títulos acadêmicos, trabalha na pesquisa e trabalho de campo. Com forte atuação na área de políticas públicas e práticas pedagógicas, é referência para a Educação Integral. Ela também foi a responsável pela implementação do programa Mais Educação. 

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